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Evento do Serpro

IoT pode tornar a vida em sociedade melhor

por Comunicação Institucional do Serpro - Curitiba — 30 de agosto de 2017
Última QuartaTec do mês promove discussão sobre internet das coisas e seus usos no setor público
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O Serpro promoveu nesta quarta-feira, dia 30, a última QuartaTec do mês de agosto. No auditório da sede da empresa, em Brasília, o assunto do momento foi a chamada internet das coisas, ou “IoT”, na sigla em inglês, e como essa tecnologia poderia impactar a sociedade e o setor público do país. O formato do evento, como em outras edições ocorridas durante o mês, buscou estabelecer um diálogo entre o setor público e privado.

O diretor de Desenvolvimento do Serpro, Antônio Fuschino, reforçou, na abertura, a ideia de que as QuartaTecs são esforços de internalização de tecnologias consideradas eixos de inovação pelo planejamento estratégico da empresa. O analista de desenvolvimento Robson Martins, da Regional São Paulo, foi o facilitador da atividade. Ao falar do Serpro, mencionou os esforços empreendidos por grupos de trabalho constituídos dentro da empresa para analisar o tema em destaque. Segundo ele, resultados práticos poderão ser vistos já nos próximos meses.

Mercado

O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sérgio Sgobbi, trouxe alguns fatos interessantes sobre o mercado associado à IoT. Até 2025, serão movimentados 19 trilhões de dólares em todo o mundo, apenas neste segmento, e o setor público será responsável por cerca de cinco trilhões, demonstrando a força que tal tecnologia terá em um futuro próximo.

Vinícius Senger, fundador da Global Code, demonstrou algumas das capacidades que os dispositivos IoT possuem. Como exemplo, trouxe o caso do capacete ciclístico que sua companhia projetou e que pode enviar informações sobre incidentes de trânsito ocorridos na rota feita pelo usuário. “Ele ainda pode servir de computador, bastando conectar teclado, mouse e monitor”, disse, ressaltando a flexibilidade do hardware.

Lucas Pinz, da Logicalis, afirmou que, mesmo considerando as dificuldades técnicas, o Brasil pode ser um líder em determinados segmentos da internet das coisas. Segundoe ele, do ponto de vista de conectividade, monitoramento de árvores na Amazônia e de plantações do agronegócio não seria algo fácil. No entanto, é perfeitamente possível trabalhar com tais tecnologias e estendê-las para áreas como a segurança pública e a infraestrutura urbana.

IoT e Big Data

O analista Cristiano Gomes, da Microsoft, aproveitou para lembrar que os dados recolhidos por dispositivos de internet das coisas só fazem sentido com análise de Big Data. Para ter sucesso com estes dispositivos, Cristiano enumerou três pilares básicos. “É preciso conectar o que você já tem, transformar os dados em informações e utilizar as informações de forma a viabilizar um negócio”, explicou.

Já João Ângelo, da IBM, apontou que o principal desafio do setor público de TI no futuro é oferecer ao cidadão uma “experiência de cliente” na prestação de serviços públicos. Mas um aspecto importante já estaria presente nos entes estatais e no Serpro, em particular. “Vocês possuem a inteligência do órgão público”, disse, referindo-se ao fato da empresa já conhecer as regras e a legislação que ordenam a prestação de serviços públicos.

A QuartaTec

Essa atividade encerrou o primeiro ciclo da QuartaTec, um circuito de palestras criado pelo Serpro para promover o compartilhamento do conhecimento sobre conceitos e práticas de tecnologias emergentes, reforçando a visão da empresa como referência em tecnologia. Ao todo, quase mil pessoas estiveram presentes nos auditórios por todo o país e mais de duas mil pessoas assistiram por videostreaming aos quatro encontros realizados.

A QuartaTec destacou um novo tema a cada quarta-feira, iniciando no dia 9 de agosto, com Máquinas inteligentes, e seguindo com Blockchain (16/8), Big Data Analytics (23/8) e agora com a Internet das Coisas. "As experiências e os exemplos dos palestrantes ampliam a visão sobre os assuntos, indo além da própria aplicabilidade atual das tecnologias, inspirando a se pensar mais longe", afirmou Brayam Christiano Gonçalves, da Divisão de Inteligência Competitiva do Serpro, após participação no evento.

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