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E-Digital
Governo inicia revisão da estratégia digital do país com seminário em Brasília

O Governo do Brasil deu início, em Brasília, à revisão da Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital), principal instrumento que organiza as políticas públicas de digitalização e uso de tecnologias no país. O seminário “Futuro Digital” marca o início da etapa de debates entre sociedade civil, governo e academia, que irá definir diretrizes para investimentos e os rumos da transformação digital brasileira, em um contexto de crescente centralidade das tecnologias na economia, que exige regulação e infraestrutura capazes de sustentar a gestão pública e a vida em sociedade.
“Esse seminário marca um momento de fazer escolhas e definir o futuro do país. Não apenas sobre tecnologia, mas sobre as bases do país que a gente quer construir”, afirmou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Para a ministra, a revisão da E-Digital representa um momento decisivo para o país ao direcionar a atuação do Estado nos próximos anos. Ela ainda ressaltou o caráter transversal da agenda digital e seus impactos: “O digital não é mais um setor. Ele passou a ser o alicerce de toda a economia e de toda a sociedade”, disse Esther.
Infraestrutura e posicionamento global
“A conectividade e os serviços digitais moldam a economia mundial, a gestão pública e o cotidiano da população”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ao situar a revisão da estratégia digital em um cenário de transformação estrutural da economia e da atuação do Estado.
O ministro também destacou a ambição do país de avançar no processamento de dados e no desenvolvimento de inteligência artificial. “A gente defende que o Brasil será o grande hub de tecnologias de processamento e armazenamento de dados para rodar a inteligência artificial”, acrescentou Siqueira Filho.
Nesse contexto, ressaltou o papel das instituições públicas na implementação dessa agenda e citou o Serpro como parte da infraestrutura que sustenta a transformação digital do Estado. “O Serpro, responsável por uma das nossas infraestruturas, é uma empresa estatal extremamente qualificada, com profissionais extremamente qualificados, dando a contribuição necessária para a transformação digital”, afirmou.
Serpro: parceiro estratégico na agenda digital
Durante a abertura, o diretor de Novos Negócios e Inteligência de TI do Serpro, André Agatte, situou o papel da empresa na sustentação da infraestrutura digital do Estado. “Os dados mais sensíveis do governo brasileiro estão armazenados em uma estrutura de nuvem totalmente soberana, desconectada, construída para garantir segurança e autonomia ao Estado.”
Segundo Agatte, a soberania de dados, associada à capacidade de armazenar e gerir informações sensíveis em infraestrutura controlada nacionalmente, já é uma realidade, e a Nuvem Soberana do Serpro representa um avanço nesse processo. Já a soberania tecnológica depende de decisões estruturantes de investimento e coordenação de políticas públicas que o país fará agora, com reflexos no futuro.
Processo participativo e coordenação de governo
A construção da nova E-Digital tem sido conduzida com base em etapas de escuta e participação, reunindo contribuições de diferentes setores para subsidiar a tomada de decisão do governo federal. O seminário integra esse processo e é realizado pelo Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CIT Digital), instância de coordenação da agenda digital no governo, alocada na Casa Civil, com apoio institucional do Serpro.
A Casa Civil atua na articulação entre ministérios e na consolidação das diretrizes que serão submetidas à Presidência da República. “Esse processo de construção da nova E-Digital [...] é para a gente conseguir coletar o que existe de conhecimento acumulado no país, o que existe de proposta, e apresentar para o presidente da República”, afirmou o secretário de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Rogério da Veiga.
Segundo ele, a estratégia será resultado de um esforço coletivo que envolve governo, setor produtivo, academia e sociedade civil, com o objetivo de orientar escolhas de Estado que impactam diretamente a trajetória de desenvolvimento do país. A programação do evento segue até 10 de abril. A íntegra dos painéis foram transmitidas no canal da Casa Civil no Youtube.