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Corrupção
Serpro realiza Workshop sobre a Lei Anticorrupção

Flávio Dematté falou sobre os custos da corrupção para as organizações
Ampliar o conhecimento sobre as transformações empresariais que devem ser promovidas em função da Lei Anticorrupção, esse foi o objetivo do Workshop realizado na tarde desta quinta-feira, 10 de novembro, na Sede da empresa, em Brasília. Com abertura da diretora de Governança e Gestão, Izabel Freitas, o evento teve a apresentação do corregedor Setorial da Área de Fazenda da Controladoria-Geral da União (CGU), Flávio Rezende Dematté.
"O custo de uma fraude para qualquer empresa é tremendo", ressaltou o representante da CGU, acrescentando, entre os problemas, aqueles acarretados por atos lesivos à cobertura negativa da imprensa, à reação negativa do mercado, à fuga de investimentos, às despesas com litígio e investigações, além do próprio risco ao negócio. De acordo com estudo apontado pelo corregedor, as organizações levam cerca de 18 meses para identificar uma ação de corrupção.
Previnir e responsabilizar
Flávio Dematté ainda destacou os três pilares da integridade, do combate à corrupção, dentro de uma instituição, sendo dois proativos - prevenção e a detecção - e um reativo - a repressão. Uma das principais mudanças é que o olhar das organizações devem também focar nas pessoas jurídicas, ainda que estas não tenham relação direta com a empresa.
Para a diretora de Governança e Gestão do Serpro, Izabel Freitas, o Workshop trouxe a oportunidade da CGU exemplificar esse novo viés, que permitirá ao Serpro direcionar esforços, preservando a própria organização, gestores e administradores.
Para o gerente do Departamento de Aplicação do Regime Disciplinar Empresarial, Fernando Cesar da Silva, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações para implementar o Programa de Integridade.
Workshop
O evento faz parte de um conjunto de ações que vêm sendo adotadas pela empresa para implementar o Programa de Integridade do Serpro, dentre elas: a criação da Diretoria de Governança; a reestruturação da Ouvidoria com a divulgação constante dos canais de denúncia e o compromisso da Direção em apresentar respostas efetivas às manifestações; e o fortalecimento da área correcional, que tem a missão de realizar as devidas apurações, tanto no âmbito da pessoa física (regime disciplinar), quanto da pessoa jurídica (responsabilização administrativa).
Tais medidas visam, primordialmente, gerar uma mudança da cultura organizacional no sentido de incentivar o corpo funcional para a adoção de atitudes que fortaleçam os mecanismos de prevenção, detecção e repressão de corrupção e fraudes que possam afetar aos bens, serviços e a imagem do Serpro.
Confira a gravação completa do Workshop.
O normativo
A Lei Anticorrupção é como ficou conhecida a Lei nº 12.846/2013, de autoria do poder executivo, que trata da responsabilização objetiva, administrativa e civil de empresas (pessoas jurídicas) pela prática de atos lesivos contra a Administração Pública, nacional ou estrangeira.
Comunicação Empresarial do Serpro - 11 de novembro de 2016